O Goyazes

Carros de boi na Praça Cívica. Goiânia, 1936. Alois Feichtenberger. Acervo MIS/GO.

A ORIGEM

Através de uma história bordada por mitos, o nome GOYAZES é o designativo da tribo indígina, noemada pelos portugueses, quando fundaram Vila Boa de Goyaz, em 1736, atual Cidade de Goiás. A “nação dos Goyazes” é, pois, a raiz do nome desse estado. Em tupi- guarani Goiás quer dizer ‘ gente semelhante, igual ’. É de fato um Estado habitado por forte presença de mineiros, paulistas e nortistas, que aqui se tornam muito parecidos e iguais na brasilidade. Assim o simbolismo cultural e o sincretismo religioso goiano dão um colorido especial e diversificam os tons das manifestações culturais presentes em inúmeras localidades do interior do estado. Goiás apresenta características físicas de contrastes marcantes e beleza singular, configurando-se como forte polo turístico do Brasil. O Cerrado é palco de deslumbrantes e vastas paisagens, que abrigam dois parques nacionais e inúmeras belezas naturais, ainda preservadas.

O PROJETO

Impulsionado pelo desejo de reconhecimento e valorização da identidade goiana, desde sua raiz à contemporaneidade, a primeira edição do GOYAZES – Festival de Fotografia Goiânia 2017, pretende abrir mais espaço, ainda tímido, à cultura da fotografia no Centro-Oeste. Promove ações que instiguem a reflexão no campo teórico e prático sobre a imagem fotográfica produzida no Brasil contemporâneo. Propõe um clima, totalmente voltado para a arte fotográfica, que deixou de ser, coadjuvante, para ser protagonista no universo das artes visuais em todo o mundo. Objetiva, também, fazer que o Estado de Goiás respire e viva intensamente a fotografia e possa, ainda, despontar no cenário nacional, estabelecendo finalmente uma conexão com o calendário cultural da fotografia no Brasil ao contribuir de forma consistente para desenvolver e legitimar a produção fotográfica regional.

CURADORIA

Considerando a grandeza desta  oportunidade,  possíveis  alcances e em harmonia com os conceitos e necessidades do GOYAZES, convidamos Diógenes Moura, para responder pela curadoria do Festival. 

Diógenes Moura é escritor, curador de fotografia e editor independente. Em 2009 foi eleito o melhor curador de fotografia do Brasil pelo Sixpix/ Fotosite. Com Ficção Interrompida – Uma Caixa de Curtas (Ateliê Editorial) recebeu o prêmio APCA da Associação Paulista dos Críticos de Arte de melhor livro de contos / crônicas (2010) e foi finalista do Prêmio Jabuti de Literatura em 2011. Entre 1998 e maio de 2013 foi curador da Pinacoteca do Estado de São Paulo, possibilitando o reconhecimento do acervo fotográfico do museu como um dos mais importantes da América Latina, hoje com mais de 700 imagens de fotógrafos brasileiros. Realizou mais de 150 exposições no Brasil e no exterior com nomes importantes como Mario Cravo Neto, Boris Kossoy, Claudia Andujar, Nair Benedicto, German Lorca, Carlos Moreira, Andy Warhol, entre outros. É curador mundial da exposição Operação Condor, do fotógrafo português João Pina, que já percorreu sete países e atualmente está em cartaz na Galeria Torreão Poente, em Lisboa. Diógenes Moura só entende fotografia vendo-a como literatura.

AÇÃO EDUCATIVA

Com apoio do Núcleo de Ação Educativa do Museu de Arte Contemporânea de Goiás – MAC, a programação do festival GOYAZES terá arte educadores que possibilitem o diálogo e a experimentação durante as visitas guiadas, a fim de apresentar as obras e proporcionar uma mediação de qualidade.

DEMOCRÁTICO E INCLUSIVO

Todas as atividades propostas neste projeto são gratuitas e acessíveis a plateias diversificadas, possibilitando tanto a formação de público quanto a formação artística de novos fotógrafos.

SUPORTES

Outra proposição fundamental do GOYAZES consiste na utilização da própria cidade como suporte para produção e exibição de trabalhos de arte. A Vila Cultural Cora Coralina tem esta grande facilidade por ser central, urbana, de fácil acesso e bem aparelhada. Uma estrutura que permite várias atividades simultâneas com abrangente participação do público, criando um clima especial para convívio e troca de saberes, onde, além de ver exposições, assistir palestras e oficinas, os participantes poderão estar em contato direto com os convidados.